Sobre acesso aberto e altmetria

A altmetria não é um movimento que surgiu isoladamente, e sim como parte de um sentimento maior de descontentamento da comunidade científica com os modos de fazer, compartilhar e avaliar a ciência.

Outra iniciativa, mais conhecida, e que também tem sua origem ligada a esse descontentamento é o movimento de acesso aberto (Open Access). Tendo como ponto de partida o Budapest Open Access Initiative, o acesso aberto se refere a resultados de pesquisa online que são livres de todas as restrições ao acesso e utilização, desde que citada a fonte. O acesso aberto pode ser aplicado a todas as formas de produção científica, incluindo artigos de periódicos, trabalhos de conferências, teses, livros e capítulos de livros.

Embora o movimento de acesso aberto tenha conseguido muitos entusiastas na comunidade científica, também enfrentou resistência no início, sobretudo por parte das editoras acadêmicas. Porém, hoje em dia já é uma prática estabelecida, que encontrou maneiras diversas de ser implementada para atender a diferentes demandas e públicos.

A expansão do acesso aberto a publicações eletrônicas aumentou dramaticamente o volume de downloads e uso desse conteúdo, e estimulou o surgimento de métricas alternativas para avaliar o impacto dessa produção. Existe uma percepção de que publicações de acesso aberto recebem mais citações do que artigos com acesso restrito, e essa tendência deve se refletir também nas métricas alternativas.

Um estudo de Euan Adie, fundador da empresa Altmetric, comparou a atenção online recebida por artigos de acesso aberto e de acesso restrito publicados na revista Nature Communications, e comprovou que artigos de acesso aberto recebem muito mais postagens no Twitter e menções no Mendeley do que artigos de conteúdo pago. O autor menciona ainda que a própria Nature Publishing Group publicou um estudo que indica que seus artigos de acesso aberto são baixados com maior frequência do que os artigos pagos.

acesso aberto

 

O acesso aberto e a altmetria devem continuar crescendo de forma complementar e apoiando-se mutuamente e, juntamente com o movimento de dados abertos, fazem parte de uma nova maneira de fazer ciência: a ciência aberta.

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